Cirurgia de Lesão do Plexo Braquial em São Paulo

O Plexo Braquial é composto pelos nervos que saem da medula na região cervical e seguem para os braços. Assim, controlam os seus movimentos e a sua sensibilidade. Ele se origina na região da coluna cervical, a partir das vértebras C5 a T1, e sofre diversas conexões entre si. Passa em seu trajeto por baixo da clavícula até a região axilar, quando, então, se formam os nervos principais individualizados que seguirão para as suas funções no membro superior.

O Plexo Braquial pode sofrer lesões traumáticas em acidentes, por exemplo, quando o pescoço ou o braço sejam violentamente estirados. Também podem ocorrer durante um trabalho de parto difícil, no qual o bebê pode sofrer esse tipo de estiramento do pescoço ou do braço, neste caso ocasionando a chamada Paralisia Obstétrica.

As lesões do plexo em adultos são geralmente causadas por acidentes graves com alta energia envolvida, por exemplo, em acidentes com moto. Elas podem variar muito em sua apresentação, desde lesões temporárias por estiramento dos nervos, que se recuperam espontaneamente, até lesões completas com a ruptura total dos nervos. Nesse caso, apenas a cirurgia pode restaurar alguma função.

O local da lesão também influencia muito no prognóstico e na possibilidade de reconstrução, que pode ser desde a região da medula, ainda dentro do forame vertebral (lesões intra-foraminais) onde não há como reparar cirurgicamente, até a região do ombro e clavícula, as quais ainda possibilitam a reconstrução.

A cirurgia deve ser indicada no tempo certo e levar em conta diversos fatores. Pode consistir na reparação dos nervos com uso de enxertos (nervo sural, na perna) ou transferência de nervos sadios para os nervos lesados (neurotizações). São operações longas e complexas e podem envolver risco de vida.

O prognóstico das lesões totais e completas do Plexo Braquial nunca é favorável. Sempre é esperada uma sequela definitiva grave. Pequenos ganhos aos olhos de uma pessoa normal representam muito para um paciente com o membro superior flácido, insensível e balouçante. As lesões parciais, porém, pode ter uma evolução muito boa com a cirurgia e restabelecer o paciente para vida social e profissional muito próxima do normal.