Cirurgia de Fraturas do Punho em São Paulo

As fraturas do terço distal do rádio e da ulna estão entre as mais frequentes no ser humano. São mais comuns em idosos, principalmente mulheres, devido à osteoporose, e ocorrem na maioria dos casos por meio de quedas simples com apoio da mão no solo num reflexo de defesa. Porém, também ocorrem fraturas mais graves em pacientes jovens, que podem sofrer traumas esportivos, e de alta energia como acidentes automobilísticos e motociclísticos.

As fraturas mais simples, sem desvio ou comprometimento articular, podem ser tratadas conservadoramente, com uso de gesso por um tempo médio de seis semanas. As fraturas que apresentam certo grau de desvio e comprometimento articular são atualmente tratadas por meio de cirurgia, que tem o objetivo de restabelecer a posição dos fragmentos (redução da fratura) e fixá-los com algum dispositivo de fixação (pinos metálicos percutâneos, fixadores externos ou placas com parafusos).

Atualmente, o método de preferência para o manuseio cirúrgico da maior parte destas fraturas é a abordagem volar com placas de ângulo fixo, que tem o objetivo de restabelecer a posição perfeita dos fragmentos e fixá-los com uma placa e parafusos. A técnica permite a mobilização precoce do punho após a cirurgia, sem a necessidade de gesso. Os implantes são colocados junto ao osso, sem que nenhuma seja parte exteriorizada e sem necessidade de remoção futura.

Dr. Gustavo Mantovani Ruggiero foi um dos pioneiros da técnica no Brasil, iniciando o seu uso em 2002. Hoje conta com uma das maiores experiências neste tipo de cirurgia no País. A equipe SPHC desenvolve trabalhos e pesquisas de repercussão internacional neste tópico, inclusive com a criação de técnicas inéditas e inovadoras para lidar com situações complexas que podem surgir nesse tipo de fratura, como as lesões ligamentares associadas e as fraturas cominutivas do terço distal da ulna.

Também foi no Sao Paulo Hand Center que o Dr. Gustavo Mantovani desenvolveu um método minimamente invasivo para fixação das fraturas menos complexas, utilizando-se de placas e parafusos por meio de uma incisão com apenas 15 mm. Acompanhe o vídeo a seguir que demonstra essa técnica inovadora.